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Empresário chinês: EUA pararam fornecimento de petróleo à China em meio à guerra comercial

O fornecimento de petróleo de Washington a Pequim foi "completamente" interrompido em meio ao conflito comercial entre os dois países, informou Xie Chunlin, presidente da empresa China Merchants Energy Shipping, à agência de notícias Reuters.

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"Somos um dos principais transportadores de petróleo dos Estados Unidos para a China. Antes [da guerra comercial] tivemos um bom negócio, mas agora está completamente parado", disse Chunlin. 

"Isso infelizmente aconteceu, a guerra comercial entre os EUA e a China. Certamente não é bom para os negócios de navegações", comentou.

Washington começou a fornecer petróleo a Pequim há dois anos. Segundo a Administração de Informação Energética dos EUA, as exportações do "ouro negro" norte-americano para a China em 2017 superaram a oferta total para a Grã-Bretanha e Holanda, que ocupam o terceiro e quarto lugar em termos de importações de petróleo norte-americano. A China ficou em segundo lugar na lista, superada apenas pelo Canadá, enquanto Pequim correspondeu a cerca de 20% das exportações dos EUA. Além disso, para os chineses, o suprimento de petróleo de Washington a Pequim se resume a 3%.

Conflito econômico

A guerra comercial sino-americana começou após o aumento mútuo das tarifas alfandegárias entre os dois países, que entrou em vigor em 6 de julho deste ano. Os Estados Unidos estabeleceram uma taxa de 25% sobre as importações de 818 produtos da China, totalizando US$ 34 bilhões (R$ 132,6 bilhões) por ano. Como contramedida, Pequim impôs no mesmo dia uma taxa de 25% sobre as importações de bens norte-americanos.

No final de setembro, as novas tarifas norte-americanas de 10% sobre produtos chineses entraram em vigor, no valor anual de US$ 200 bilhões (R$ 780,4 bilhões). A China, em contrapartida, impôs tarifas que variam de 5 a 10% sobre as importações dos EUA, alcançando US$ 60 bilhões (R$ 234,1 bilhões). O petróleo não está sujeito a essas taxas, mas as empresas chinesas decidiram até o momento se absterem das compras.

FONTE: Sputnik Brasil
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