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É desvendado grave paradoxo espacial que pode inviabilizar vida extraterrestre

Todas as informações compartilhadas Sputnik Brasil

O espaço alberga um grande número de exoplanetas que se parecem com a nossa Terra, mas os cientistas têm dificuldade em encontrar lá vida alienígena. Entretanto, recentemente os astrônomos descobriram uma nova ameaça que pode pôr em risco a existência de extraterrestres.

Quase todos os planetas semelhantes à Terra que orbitam em torno de anãs vermelhas deveriam ser inabitáveis por causa da radiação frequentemente emitida por suas estrelas, que destruiriam a camada de ozônio destes mundos extraterrestres, disse Eike Guenther, especialista do laboratório alemão Karl Schwarzschild de Tautenburg, no âmbito da Semana Europeia de Astronomia e Ciências Espaciais (EWASS 2018) no Reino Unido.

Nos últimos dois anos, os pesquisadores descobriram numerosos planetas que poderiam reivindicar o título de "irmãos" ou de "primos" da Terra. A primeira orbita em torno da Próxima do Centauro, a estela mais próxima do nosso Sistema Solar, bem como outras três se encontram dentro do sistema estelar TRAPPIST-1, situado a cerca de 40 anos-luz do Sol, na constelação do Aguadeiro.

Todos esses planetas são do tamanho da Terra e evoluem em uma "zona habitável" de sua estrela, onde a água pode existir no estado líquido. Eles orbitam em torno de anãs vermelhas, o que, por sua vez, tem vantagens e desvantagens.

A duração de vida das anãs vermelhas é muito longa, o que dá tempo para o aparecimento da vida. Mas algumas dessas estrelas têm um caráter muito "agitado" no começo de sua existência, emitindo radiação e partículas.

De acordo com Guenther, já há muito tempo que muitos astrônomos presumem que atividade acrescida das estrelas pode afetar negativamente o aparecimento e evolução da vida nos exoplanetas.

Os astrônomos alemães descobriram indícios que confirmaram suas hipóteses enquanto estudavam as consequências de uma erupção gigante na superfície da anã vermelha Gliese 388 (GJ 388 ou AD Leonis), localizada a cerca de 16 anos-luz do Sol, na constelação do Leão.

Em fevereiro de 2018, os cientistas descobriram um planeta relativamente grande que orbita em torno da Gliese 388, fazendo uma rotação em apenas três dias.

Seguidamente foi descoberto que a erupção registrada na Gliese 388 não resultou em ejeção de massa coronal, o que mostra que os campos magnéticos dos exoplanetas não estão ameaçados. Entretanto, isso gerou uma emissão significativa de raios X que representa uma ameaça real, de acordo com o estudo. Essas radiações poderiam destruir a camada de ozônio em um planeta semelhante à Terra e privá-lo de defesa contra a radiação ultravioleta por ao menos dois anos.

Por outro lado, vale assinalar que, na opinião de alguns pesquisadores, a vida pode existir até nos planetas próximos aos chamados pulsares que emitem constantemente raios X. Assim, se a massa do exoplaneta for várias vezes maior que a da Terra, enquanto sua atmosfera for várias vezes mais densa, a radiação não pode alcançar sua superfície, o que faz pensar no possível aparecimento de condições propícias à vida.

 

FONTE: Sputnik Brasil
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